Sexo nos dias atuais virou sinônimo de pornô. E o dia 6/9 nada mais é do que uma criação publicitária. Não tiro, porém, a razão dos meus futuros companheiros. O sexo merece um lugar de destaque, um dia para homenageá-lo me parece adequado.
Primeiro um olhar, um longo olhar. E lá vamos nós de novo. Um beijo daqueles que nenhum filme já viu. Toco suas costas e a pele vem toda a saltar pedindo carinho. Você está perto. Não preciso dizer, você sabe. Sincronizados nos movemos na imensidão da noite como um só. Segura meu rosto, me conduz em nossa dança. Essa que entre quatro paredes vale tudo. Essa que parece aguçar qualquer sentido. Essa que só nós dois conhecemos. Essa que ninguém pode palpitar. Nossa dança, a noite toda.
Todo o seu corpo é um órgão sexual, com exceção talvez das clavículas.
(Luís Fernando Veríssimo)
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